Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Vocação cristã: dar sentido ao dons

 

 

Seu Joaquim estava muito feliz, finalmente seu salário lhe permitiria dar um presente de Natal para cada um dos seus seis filhos. Mas como agradar a cada um? Não queria comprar a mesma coisa para todos, mas se comprasse presentes diferentes seria inevitável que ouvisse aquele comentário: “O presente dele é melhor que o meu!”. Não queria perguntar a cada um o que queria porque, conhecendo os filhos, tinha medo de não poder atender a todos.

Andando pelas lojas, teve a idéia de comprar jogos, pois imaginou que nenhum dos filhos brincaria sozinho em seu quarto, mas um convidaria o outro para jogar. Quando enjoassem de um jogo, pegariam o outro. Seria um presente para cada um, mas ao mesmo tempo seis presentes para todos. Assim o fez e todos os filhos ficaram felizes.

Passados alguns meses, o pai observou que os filhos alternavam cinco jogos, mas não via jogarem o “jogo dos talentos”, que tinha dado ao caçula. Ao ser indagado, o menino respondeu:

-Tenho medo que o meu joguinho se quebre, por isso não vou tirá-lo do armário, lá está bem seguro.

Essa estorinha nos permite refletir sobre os nossos talentos.

Quem nunca ouviu falar em Pelé, Portinari, Madre Tereza de Calcutá, Roberto Carlos, Sabin ou Mahatma Gandhi? Agora imagine como teria sido o mundo se essas pessoas são tivessem seguido seus dons pessoais. Certamente não teríamos os gols, as telas e as músicas desses artistas nem teríamos dois dos maiores exemplos de vida do século XX, tampouco teríamos a importante vacina contra a paralisia infantil. Graças a Deus que essas pessoas seguiram seus talentos.

Sabemos que toda pessoa tem seus dons. Ninguém é desprovido de aptidão, de um “jeito” para alguma coisa. Em termos de fé, dizemos que toda pessoa tem sua vocação.

Jesus nos conta uma história parecida, a de um patrão que foi passar uma temporada no exterior e confiou a administração de seus bens a três funcionários. Dois funcionários devolveram os bens aumentados, pois na ausência do patrão eles investiram e o dinheiro “frutificou”. O terceiro funcionário fez diferente: guardou os bens e não investiu, devolveu, pois, tal como os recebeu, sem um centavo a mais. O patrão elogiou os primeiros e repreendeu o último por ter sido incompetente na administração da parte a ele confiada (cf. Mt 25, 14-30). Para os cristãos de todos os tempos, os talentos são tudo o que Deus nos deu como dons pessoais.

Jesus nos ensina que não basta ter os dons, já que todos os temos, mas é preciso fazê-los frutificar, ou seja, colocá-los a serviço do Reino de Deus. Se uma pessoa tem um dom que não é colocado a serviço do próximo, ele não está cumprindo sua vocação, está se apropriando de algo que não lhe pertence. Quantas pessoas têm seus dons empregados de maneira egoísta e não fazem deles um dom para os outros? Se as pessoas, ao descobrirem suas aptidões, não pensassem apenas no proveito próprio, mas as considerassem presentes de Deus que como tal precisaria ser retribuído, teríamos profissionais mais preocupados com o ser humano, políticos mais interessados nos problemas da população, cidadãos mais preocupados com o país e cristãos dispostos a rezar como Santo Inácio de Loyola: “Todos os dons que me deste, com gratidão os devolvo, Senhor, pois só teu amor e tua graça me bastam”.

Todos aqueles que buscam com sinceridade a vontade de Deus e entendem que suas aptidões são uma pista dessa vontade, realizam sua vocação. É Deus que dá o sentido da vocação, pois tudo que nos deu foi para ser uma benção para o outro.

Lembram-se do seu Joaquim? Ele queria que o presente dado a um filho, fosse um presente para todos, mas um dos filhos não entendeu a intenção do pai. Assim também muitos não entendem a intenção de Deus ao nos dar dons.

sinto-me:
publicado por magnoorj às 03:05
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Domingo, 1 de Março de 2009

Mude

 

Mude

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

Autor - Edson Marques

 

Amigos, vivemos em um mundo que nos faz penssar de um jeito igual aos outros, nos vestir igual aos outros, viver igual aos outros. Convido a vocês a abraçarem essa filosofia, a filosofia da mudança. Por que temos que ser iguais? Por que ninguém percebe que em nossa individualidade nos tornamos únicos e belos. Deus fez cada um de nós com uma impressão digital diferente da do outro, será que ele quer que tenhamos todos a mesma identidade? Será que o planeta com uma população de aproximadamente 6 bilhões de pessoas tem que agir do mesmo modo? Penssar igual? Ter os mesmos desejos? Creio que não. O mais belo na humanidade são os seus constrates, o que eu sou não é mesma coisa que o que qualquer outra pessoa no mundo é. Você é especial pra Deus, para ele só existe você nesse mundo. Ele fez todas as pessoas pensando em cada uma de uma maneira única. Ele te coloca em uma família, em um bairro, em um país por algum objetivo. Para você somar ou diminuir. E então? O que você escolhe? Eu quero fazer a diferença nesse mundo, eu quero mudar o mundo, eu quero somar. Não podemos mudar o mundo sem antes nos mudarmos, esse é o único pré-requisito da diferença.

 

Se você quer mudar, não fique parado. Arrisque, incomode, seja feliz, faça feliz, some.

 

sinto-me:
publicado por magnoorj às 14:19
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